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Oficinas socioeducativas do Guri fortalecem o debate e a integração entre os estudantes

25 de novembro de 2019

Chegamos ao fim de mais uma série de Oficinas Socioeducativas de integração entre polos do Guri Capital e Grande São Paulo. Em 2019, o Guri promoveu dez encontros temáticos, organizados pelas equipes dos polos em parceria com o departamento social da Santa Marcelina Cultura, que buscaram aproximar os estudantes de diferentes polos, fortalecendo o debate e a integração entre alunas e alunos.

Com temas extremamente atuais, a estreia das oficinas de 2019 promoveu a discussão sobre Jovens no Mercado de Trabalho na Cultura, reunindo guris dos polos Vila Atlântica e Osasco na Fábrica de Cultura Brasilândia para uma atividade diferente: além de uma roda de conversa sobre o tema, os alunos e alunas também entraram no estúdio e colocaram a mão na massa, realizando uma gravação com o apoio da equipe de técnicos do estúdio da Fábrica. Em seguida, foi a vez dos polos Achiropita, Guarulhos e Veredas debaterem e refletirem sobre o tema Mulheres, Cultura e Política.

Para agitar a galera e integrar a gurizada por meio da música, foi lançada a oficina Batucada de Escola de Samba. Ao som dos tambores, alunas e alunos do polo Rosa da China receberam os alunos e alunas do Inácio Monteiro e CCA Itaquera para completar a integração.

O segundo semestre não poderia ser diferente. Com a participação dos polos Campo Limpo e Cidade Dutra, que se reuniram para falar sobre Identidades: diversidade musical dos povos e preconceito, o tema trouxe à tona o preconceito existente no meio musical, principalmente com relação à mulher que decide tocar um instrumento de tamanho maior. Encerrando a oficina, o grupo de maracatu Baque Atitude, trouxe muita música, além das apresentações dos alunos e alunas dos polos que foi de arrasar!

Por outra vertente, os polos Jambeiro, São Rafael e Rio Grande da Serra se encontraram para refletir sobre Adolescência na Contemporaneidade. A atividade foi permeada por muito rap, poemas e até teatro, em que alunas e alunos puderam interpretar a busca pelo primeiro emprego. Durante uma roda de conversa, ainda foi colocado em pauta as diferenças entre as gerações, a cobrança da sociedade e o impacto causado na vida do adolescente, além da importância do apoio de familiares e responsáveis na busca pelos sonhos

Com o tema Bullying e Preconceito, os Guris do Vila Curuçá, São Mateus e Poá fizeram uma imersão no assunto ao longo do semestre e, para encerrar o intercâmbio, promoveram apresentações de rap com duetos entre os responsáveis e as alunas e alunos. Foram também promovidas uma série de discussões abordando a questão do bullying e do preconceito, principalmente considerando o público LGBTQI+.

O polo Amácio Mazzaropi recebeu a gurizada do Jardim Miriam para o encerramento da oficina Socioeducativa intitulada Quando os pés escrevem: o que cantam e contam de onde estamos?. Retratada por meio de fotografias, a história do bairro da Liberdade foi exposta no interior do polo. As alunas e alunos promoveram ainda uma roda de conversa sobre o local onde moram, o surgimento dos bairros paulistanos e a dificuldade de locomoção de deficientes visuais pela cidade. A apresentação dos Rimadores do Vagão e do grupo de Cordas, do polo Jardim Miriam, foi responsável por encerrar o encontro em clima festivo.

Nomeada Racismo, a atividade promovida pelos polos Navegantes e Parelheiros foi trabalhada ao longo do semestre, com o intuito de promover o debate e a reflexão sobre o tema. O encerramento reuniu os dois polos em um dia de muito aprendizado e diversão, onde alunas e alunos aprenderam como fazer turbante e abayomi, boneca símbolo da resistência. As apresentações ficaram por conta do grupo de coral, poesia falada e a belíssima participação do Trio Café.

Não muito distante dos assuntos abordados, os polos Alvarenga, Caminho do Mar e Casa Blanca seguiram firme na pesquisa sobre Cidadania e Direitos Humanos. A tarde foi de muito debate e reflexão, colocando em pauta o trabalho infantil e as consequências acarretadas pelo bullying nas instituições de ensino. Por fim, muito abraço, festa e música com apresentações dos grupos dos polos participantes, além de um divertido sarau musical.

Fechando o programa de oficinas socioeducativas de 2019, os polos Jardim Paulistano, Pêra Marmelo e Perus seguiram por uma vertente nacional para falar sobre Os Povos Guarani da Região Noroeste, onde foram discutidas diversas questões indígenas ao longo dos meses.

O encerramento da oficina levou alunas e alunos dos polos participantes na exposição “Resistência já! Fortalecimento e união das culturas indígenas”, do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, produzida com a colaboração de povos indígenas das aldeias Kaingang, Guarani Nhandewa e Terena. Após conferirem a exposição, representantes das três aldeias participaram de uma roda de conversa com os estudantes, onde foi possível entender a vida na aldeia, conhecer as tradições e muitas outras curiosidades.